sexta-feira, 21 de março de 2008

Do que está acontencendo e não se vê

Há chuva em meus olhos e uma tempestade varrendo meu peito. E minha alma olha para a janela a espera de que tudo passe. Mas a tempestade continua violenta, destruindo tudo. A alma agarra-se a alegria com toda sua força para que os ventos não a levem. Que ao menos esta permaneça para impedir o retorno da solidão...
O vento que outrora fora seu companheiro foi quem incitou a tempestade.
Ela deveria ter desconfiado. Os ventos sempre mudam de direção a qualquer instante por simples capricho e, mesmo calmo, ele era um vento.
O furacão ainda não veio, mas a alma sabe que o muro não o segurará para sempre. Resta-lhes (a minha alma e a alegria, ambas fracas) fecharem os olhos, respirarem fundo e resistirem. Tudo ficará em pedaços antes que a alma possa erguer-se
e quando tudo for apenas vazio e silêncio ela finalmente poderá juntar o que sobrar e concertar meu peito que enfim voltará a ser morada...

4 comentários:

Anônimo disse...

O vento passa; vêm outros ventos.. Alguns calmos e suaves, outros repentinos e sombrios. Mas a alma sabe quais ventos pode suportar e quais não. E é imprescindível que a alma reconheça a necessidade de ser varrida pelos ventos e tempestades da vida de vez em quando para jamais se privar da realidade dessa mesma vida, de suas tristezas e alegrias, de seus desmandos e trapaças, assim como de seus beijos e carícias... As quais, geralmente, não percebemos nem damos atenção, porque não dóem!
Deixe que o vento venha, deixe que ele leve embora, não só seu amor e sonhos e ilusões, mas, também, suas traições e mentiras, as dolorosas alegrias falsas que devem te abandonar.. Só assim poderá a alma se reconstruir, mais forte, mais resistente do que jamais foi e jamais será. Todo vento de amor machuca, mas não precisamos necessariamente deixar que ele faça sua morada permanente em nosso peito.Guardemos as coisas belas e preciosas.. mas o resto, deixe que se vá. O coração é um recipiente e, por isso mesmo, às vezes prende algum vento ou ventania. Mas esse vento é somente um hóspede passageiro, é um passageiro. Num determinado local, ele deverá deixar o recipiente, o trem, para se aventurar em poutras plagas... Sempre haverá um outro vento (afinal, nem Éolo nem Eros jamais foram avaros) e um outro trem e outra estação. O vento vai embora, a bonança chega após a tempestade e, de repente, não mais que de repente, chega uma nova brisa, etérea, talvez efêmera, mas nova. E isso é o que importa!
Déborah Amorim

Adri.n disse...

Nossa! fiquei sem palavras.
Que posso dizer, te adoro!
E como anseio por uma nova brisa, por amar novamente. não posso nunca esquecer os caminhos de minha existencia trasados a muito tempo:

amar e aprender!

O resto e absolutamente desnecessario,mas a dor é importante sim, para aprendermos a importancia de estar curado.

Anônimo disse...

Amamos sempre que aprendemos e aprendemos ao amar, porque o amor sempre é uma lição e esta só termina quando fenece a vida.
Deixe que as rosas venham e exultem ao sol. É preciso para que a vida se renove...
Déborah

Lis disse...

Almas e ventos que combinação forte. Desse encontro nasce a tempestade desencadeada pelas emoções que são os rios que desaguam de uma grande e avassaladora paixão que num primeiro momento parece querer destruir mas depois vai se assentando e vira um córrego limpo e até sereno que permanese até chegar um novo temporal que fará todo um novo ciclo pois assim é a vida um constante movimento.